Lucra e Investe
LucraeInvest, blog em que você encotra os melhores assuntos sobre Economia da Rede Brasileira!
Mostrando postagens com marcador Mercado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mercado. Mostrar todas as postagens

O mercado de ações ao seu alcanceO mercado brasileiro se consolidou nos últimos anos e hoje representa excelente potencial, tanto para as empresas listas em Bolsa, quanto para os investidores que nelas investem. A afirmação soa bastante repetitiva, mas deve ser amplamente comemorada e incorporada. Segundo relato recente do jornal Folha de S. Paulo, o mercado brasileiro se igualou, proporcionalmente, ao dos países desenvolvidos.

Como assim? O que isso significa? Significa que o valor das empresas listadas na Bovespa se equiparou, em valores de 2007, ao tamanho do PIB brasileiro. Para os mais “numéricos”, as 450 empresas hoje listadas na Bolsa de Valores de São Paulo representam aproximadamente R$ 2,5 trilhões, valor próximo do PIB medido no ano passado: R$ 2,55 trilhões.

Tá, mas e daí? Evolução, transparência e uso das emissões de ações como ferramenta de negócios são alguns dos efeitos sentidos nesse grande avanço visto nos últimos sete anos. Em 2000, o valor das empresas - eram quase 500 naquela época - correspondia a apenas 37% do PIB nacional. Países desenvolvidos têm a relação entre valor da empresas e PIB próximos a 100%, situação que vivemos também hoje.

Fabricio Vieira, repórter que assina a reportagem da Folha, dedica um parágrafo inteiro à importância do mercado acionário e as razões para nos alegramos com sua evolução:

“As empresas lançam ações para levantar recursos, que posteriormente são utilizados para a realização de novos investimentos ou quitação de dívidas. Dessa forma, um país que tem um mercado de capitais fraco deixa de aproveitar uma relevante fonte de captação de recursos, forçando empresas a dependerem muito mais de empréstimos bancários”

O Brasil vai vencendo neste sentido e mostrando que seu mercado de capitais está maduro e parece bastante promissor. Segundo a Bovespa, em 1998 o Brasil possuía 599 empresas listadas em Bolsa. O número caiu para 381 em 2005. As 63 ofertas iniciais de ações (IPOs) ocorridas em 2007 ajudaram o número a crescer. Hoje, são 450 empresas de capital aberto listadas. O número deve crescer.

Atrair capital de qualidade, permitir que o próprio brasileiro financie e monitore o crescimento das empresas que movem o país e oferecer boas alternativas de investimento são razões suficientemente fortes para comemoramos o feito e aproveitá-lo. O brasil dos novos empreendedores e das startups de tecnologia está finalmente acontecendo? Para Eike Batista e a Ideiasnet parece que sim. Que continue assim!

Você conhece o Dinheirama ?

 

O Índice Bovespa é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro. Sua relevância advém do fato de o Ibovespa retratar o comportamento dos principais papéis negociados na Bovespa.

O que é o Índice Bovespa ?

É o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira teórica de ações constituída em 2/1/1968 (valor-base: 100 pontos), a partir de uma aplicação hipotética. Com uma metodologia de fácil acompanhamento pelo mercado, o Índice Bovespa representa o comportamento médio das principais ações transacionadas e o perfil das negociações a vista observadas nos pregões da BOVESPA.

A variação em pontos é diretamente relacionada a variação percentual da carteira hipotética, por exemplo, se a média das variações das ações dessa carteira foi de 10%, a pontuação vai de 70.000 para 77.000 pontos.

Como há variações sazonais dos ativos mais negociados, a cada quatro meses é realizada uma nova avaliação para compor o índice, no dia 2 de maio (2008), por exemplo, começou a vigorar a nova carteira teórica do Índice Bovespa (Ibovespa), que vale até 29 de agosto. Em sua nova composição, a carteira lista 66 ações e registra a entrada das ações da JBS (JBSS3), Rossi Residencial (RSID3) e Usiminas (USIM3), além da saída da AM Inox BR, a antiga Acesita (ACES4).

Os cinco ativos com maior peso na composição do índice são Petrobras PN (PETR4), com 14,139%; Vale PNA (VALE5), com 12,749%; Bradesco PN (BBDC4), com 3,840%; Vale ON (VALE3), com 3,349%; e Itaú PN (ITAU4), com 3,161% de participação.

Na classificação setorial da carteira, petróleo (16,780%), mineração (16,097%) e serviços financeiros (15,023%) permanecem na liderança, seguidos pelos setores de siderurgia/metalurgia (9,796%), energia (8,494%), transporte (4,894%), telefonia fixa (4,516%), comércio (4,067%), alimentos (3,758%) e papel/celulose (2,821%).

Premissas

A escolha dos papéis componentes do Índice Bovespa, bem como suas respectivas ponderações, atendeu aos seguintes critérios básicos:

  • os 66 ativos escolhidos estiveram entre os 80% do índice de negociabilidade;
  • apresentaram liquidez em pelo menos 80% dos pregões até o dia 30 de abril;
  • movimentaram pelo menos 0,1% do volume total da Bovespa.

Metodologia

Para manter a representatividade dos índices, a Bovespa promove a reclassificação das carteiras ao final de cada quadrimestre, vigorando para os períodos de janeiro a abril, maio a agosto e setembro a dezembro.

Abaixo a lista completa com ativos que representam o índice Ibovespa por ordem de participação, destacados as dez primeiras ações.

COD.
AÇÃO
TIPO
QTD. TEÓRICA
PARTICIPAÇÃO %

PETR4
PETROBRAS
PN EB
227,39112495815
14,139

VALE5
VALE R DOCE
PNA
161,45431830862
12,749

BBDC4
BRADESCO
PN
68,23067052133
3,840

VALE3
VALE R DOCE
ON
34,62299612278
3,349

ITAU4
ITAUBANCO
PN ED
45,24629660051
3,161

USIM5
USIMINAS
PNA EB
25,61171333759
3,063

UBBR11
UNIBANCO
UNT
76,21789409645
2,782

CSNA3
SID NACIONAL
ON EDJ
25,80752006582
2,768

PETR3
PETROBRAS
ON EB
35,41578254463
2,640

GGBR4
GERDAU
PN
26,73803838033
2,591

ITSA4
ITAUSA
PN EBS
151,07151819149
2,437

BBAS3
BRASIL
ON
55,86664782529
2,379

CMIG4
CEMIG
PN EDB
35,41870663757
1,800

ALLL11
ALL AMER LAT
UNT ED
54,52412230693
1,743

NETC4
NET
PN
46,33724001429
1,562

CESP6
CESP
PNB
39,87783845098
1,545

TNLP4
TELEMAR
PN
27,16035816031
1,521

BRAP4
BRADESPAR
PN EJ
19,54667733724
1,415

CYRE3
CYRELA REALT
ON ED
31,29976702596
1,279

GOLL4
GOL
PN ED
31,85457403945
1,228

AMBV4
AMBEV
PN ES
6,62864701998
1,211

BTOW3
B2W VAREJO
ON
14,03879631094
1,140

TAMM4
TAM S/A
PN
20,08483371923
1,130

LAME4
LOJAS AMERIC
PN
64,14457876016
1,125

PRGA3
PERDIGAO S/A
ON EJ
16,38570408700
1,105

ELET6
ELETROBRAS
PNB
28,43395425425
1,081

LREN3
LOJAS RENNER
ON
18,55979691971
1,072

CSAN3
COSAN
ON
23,79935056859
1,048

SDIA4
SADIA S/A
PN
55,91525390231
1,000

TCSL4
TIM PART S/A
PN
119,16432880974
0,994

GFSA3
GAFISA
ON
18,45615393144
0,992

ELET3
ELETROBRAS
ON
25,17188521863
0,927

NATU3
NATURA
ON
31,13806876167
0,890

BRKM5
BRASKEM
PNA
41,21479198220
0,870

VIVO4
VIVO
PN
48,34769490344
0,862

ARCZ6
ARACRUZ
PNB
42,77539835115
0,845

ELPL6
ELETROPAULO
PNB ED
15,30948824274
0,830

CPLE6
COPEL
PNB
18,61022300598
0,821

GOAU4
GERDAU MET
PN
6,23395804397
0,813

DURA4
DURATEX
PN
16,00030627148
0,794

CCRO3
CCR RODOVIAS
ON
16,80934320154
0,793

EMBR3
EMBRAER
ON
30,98085481527
0,792

BRTO4
BRASIL TELEC
PN
25,83070614185
0,761

BRTP4
BRASIL T PAR
PN
19,06464422680
0,733

PCAR4
P.ACUCAR-CBD
PN ED
13,11991143467
0,730

VCPA4
V C P
PN
9,04471113453
0,704

CPFE3
CPFL ENERGIA
ON
11,05947602296
0,684

TNLP3
TELEMAR
ON
8,47284167594
0,637

JBSS3
JBS
ON ED
47,52360665117
0,605

USIM3
USIMINAS
ON EB
4,47644629819
0,561

RSID3
ROSSI RESID
ON
22,36230096532
0,541

SBSP3
SABESP
ON
8,81023584932
0,540

CRUZ3
SOUZA CRUZ
ON EJ
7,63477626205
0,524

UGPA4
ULTRAPAR
PN
5,56742575638
0,479

KLBN4
KLABIN S/A
PN
49,91545485519
0,478

BNCA3
NOSSA CAIXA
ON
11,32103964777
0,424

TRPL4
TRAN PAULIST
PN
5,37331461901
0,344

BRTP3
BRASIL T PAR
ON
4,27958518841
0,340

TCSL3
TIM PART S/A
ON
29,55155814206
0,333

LIGT3
LIGHT S/A
ON
7,59232074216
0,280

TMAR5
TELEMAR N L
PNA
1,87623517009
0,265

TLPP4
TELESP
PN
4,02374772205
0,260

CGAS5
COMGAS
PNA
2,71243472198
0,186

TMCP4
TELEMIG PART
PN
2,20645194766
0,186

CLSC6
CELESC
PNB ED
2,68047909532
0,182

CCPR3
CYRE COM-CCP
ON ED
6,25995340519
0,098

* : COTACAO POR LOTE DE MIL ACOES
PREGAO BASE: 30/04/2008

 

Padrões de Comportamento no Mercado

Categorias : . Postado por Gustavo

image Muitos profissionais do mercado e alguns economistas. especialmente os da escola comportamental, acreditam que os investidores reagem de forma exagerada a novas informações. Isto, por sua vez, pode criar padrões de comportamento dos preços das ações e outros ativos, os quais podem ser explorados pelos investidores para obter retornos excedentes.

Reações Exageradas e suas Implicações

Por que os mercados reagiriam de forma exarcebada às novas informações ? Alguns psicólogos experimentais levatam a hipótese de que, ao comfrontarem suas convicções com novas informações, as pessoas tendem a dar muita importância às informações mais recentes, e pouca às informações mais antigas. Outros acreditam que existam investidores que se desesperam ao serem confrontados com novas informações e levam o resto do mercado junto com eles.

Como prova de que isso acontece, basta verificar as fortes evidências de reversões de preços no longo prazo, como apresentamos no artigo sobre bolhas especulativas.

Se os mercados reagem de forma exagerada, isto explicaria por que os grandes movimentos de preços em uma determinada direção são seguidos por grandes movimentos na direção oposta. Além disto, quanto maior for o movimento inicial, maior será o ajuste subseqüente. Nesse caso, a estratégia a seguir seria clara. Compraríamos ativos acerca dos quais o mercado está pessimista e, portanto, vendendo, e os venderíamos quando o mercado os estivesse comprando. Se nossa hipótese quanto à reação exagerada do mercado estiver correta, realizaremos retornos excedentes à medida que os mercados se corrigirem com o tempo.

 

Como começar a investir em ações

Categorias : , , , , . Postado por Gustavo

O mercado de ações ao seu alcanceApós um inicio de ano marcado por baixas, aos pouco o mercado de ações volta a despertar a atenção dos brasileiros, principalmente após a concessão do grau de investimento. Investir em ações , ao contrário do que pode parecer, é mais fácil do que se imagina, pelo menos no quesito funcionalidade e na disponibilidade de ferramentas.

Desde março de 1999, o investidor tem a possibilidade de negociar ações por meio da Internet, através do tão falado sistema Home Broker. O brasileiro já habituado ao convívio com o home banking oferecido pelos bancos adaptou-se facilmente a essa tecnologia semelhante, se valendo do serviço de oferta de cotações, notícias e análise de mercado. Ao se decidir por aplicar em ações o investidor deve ter em mente que:

  • Está entrando em um terreno muito diferente da renda fixa, poupança e opções mais conservadoras;
  • O risco é uma constante e faz parte do investimento;
  • A volatilidade do mercado faz parte do cotidiano dos participantes;
  • Entender a sistemática das operações é tão importante quanto descobrir em qual perfil nos enquadramos.

Outros pontos que merecem uma atenção especial são o tempo que o dinheiro permanecerá investido e qual volume será aplicado. Todos esses itens fazem parte de uma postura fundamental para quem entra no mercado financeiro[bb] : a capacidade de planejamento.

Acredite, quem entra no mercado simplesmente atrás de uma aventura se dá mal. Sem conhecimento e sem nenhuma estratégia de entrada e saída é melhor procurar outro tipo de investimento. Simples assim. Afinal, dependendo de quanto dinheiro você pode investir, aplicação em Bolsa pode não ser a melhor opção.

O tempo que você tem para acompanhar o mercado pode definir qual o caminho mais adequado para aplicar neste segmento. Por fim, investimento em ações exige sangue frio. Isso significa saber tomar decisões de modo racional, sem se deixar envolver pelo lado emocional.

Que tal os Fundos de Ações?
Os fundos de investimentos podem ser opções interessantes para quem não tem tempo ou interesse em se envolver diretamente com negociações via home broker ou corretora de valores. Aplicando nos fundos de investimentos, você passa toda o poder de decisão ao gestor do fundo, um profissional que vive o dia-a-dia do mercado.

Entretanto, fique de os olhos bem abertos, pois por essa “facilidade” e profissionalismo é cobrada uma taxa de administração, que pode comprometer a rentabilidade final do produto.

Outra maneira de investir, que a cada ano ganha mais força, acontece através dos clubes de investimento. A idéia é aplicar em um clube já existente ou juntar um grupo de amigos e investir de forma coletiva. A participação ativa na gestão do investimento, compartilhando as responsabilidades, e os custos mais baixos são os grandes atrativos desta modalidade.

Escolhendo uma corretora
Aqui está um dos passos que mais desperta preocupação nos investidores. Muitos sites, blogs e fóruns online discutem esse tópico de forma intensa e muito construtiva. Leve sempre em conta o tipo de serviço que pretende utilizar e como irá investir. Confira alguns artigos interessantes sobre a escolha de uma corretora:

Optando pelo home broker, a negociação passa a ser direta e com custo menor. Ao preferir o apoio técnico da corretora ou de um gestor para as negociações, o custo pode subir. Além disso, busque informações e leia sobre o mercado e empresas constantemente.

Volto a salientar que o mercado acionário não é um local para quem tem aversão ao risco e muito menos para quem entra despreparado. É fundamental estudar e, se possível, buscar algum curso. Conhecer um pouco de análise técnica ou fundamentalista também ajuda bastante.

Vasculhe bem a Internet. Ela possui um farto material que orienta os aplicadores nos momentos críticos de decisão. Para facilitar a busca de conhecimento específico, tomo a liberdade de indicar algumas excelentes opções online:

Encontrem um tempinho para navegar nos endereços acima, vale muito a pena! Certamente encontrarão muito material de boa qualidade, capaz de abrir os horizontes de quem busca o sucesso nos investimentos. Até a próxima.

Fonte: Dinheirama

 

Clubes de Investimento são uma boa?

Categorias : , , , . Postado por Gustavo

Procurar ótimas oportunidades de investimento faz parte (ou deveria fazer) da vida de quem busca o sucesso financeiro . O LucraeInvest, buscando sempre mostrar as alternativas existentes no mercado, abordará hoje um dos melhores caminhos para quem pensa em iniciar seus investimentos no mercado de ações: os Clubes de Investimento, a nova sensação do momento na Bovespa.

 O que é um Clube de Investimento?
É um grupo de pessoas, com algum tipo de afinidade, criado com um objetivo específico: investir no mercado de ações . Muitos definem um clube assim como uma escola de investidores, tendo como diferencial a possibilidade do cotista participar ativamente da política de investimentos, decidindo quanto e em qual ação investir.

Como tudo começou?
O primeiro clube de investimentos surgiu nos EUA há mais de 100 anos. Por lá, existem hoje mais de 60 mil clubes, totalizando mais de um milhão de cotistas, segundo dados da Proshare, uma organização do Reino Unido que se dedica a estudar e estimular essa atividade.

A situação no Brasil
A Bovespa listou 102 novos clubes de investimento em março, número recorde num único mês, o que eleva para 2.372 a quantidade de clubes criados desde o início do programa de popularização, em setembro de 2002. Outro destaque é o volume financeiro de operações de empréstimo de ações, que superou a marca de R$ 30 bilhões.

Em 2008, já são 265 novos registros. O patrimônio líquido totalizou R$ 14,94 bilhões e o número de cotistas, 154.625, segundo os últimos dados disponíveis.

Vantagens de um Clube de Investimentos
As principais vantagens de um clube de investimentos em relação a um fundo de investimentos em ações são:

  • A maior influência dos membros na gestão da carteira;
  • Maior flexibilidade em ajustar a carteira ao perfil do grupo de investidores;
  • Taxa de administração mais baixa;
  • Estrutura de gestão mais enxuta que a de um fundo;
  • Custos menores: em um clube não existem encargos com auditorias, fiscalização da CVM, as correspondências aos cotistas são em menor número e menos detalhadas.

Comparativo entre os investimentos em ações

Tributação de clubes de investimento
De acordo com a Bovespa, os rendimentos obtidos no resgate de cotas de clubes de investimento, cujas carteiras sejam constituídas, no mínimo, por 67% de ações negociadas no mercado à vista de bolsas ou entidades assemelhadas, são tributados à alíquota de 15%.

A responsabilidade pelo recolhimento do imposto, que acontece no terceiro dia útil da semana subseqüente ao resgate, é do administrador do clube.

Caso a carteira do Clube de Investimento (que deve, como regra geral, ter ao menos 51% dos recursos investidos em ações) não atinja o percentual mínimo de 67% em ações negociadas no mercado à vista, aplica-se tributação idêntica à da renda fixa: semestralmente com vencimento da carência, à alíquota de 15%, e, se necessário, variando de 15% a 22,5% no resgate, de acordo com o tempo da aplicação:

  • Aplicações até 180 dias: 22,5%;
  • Aplicações de 181 a 360 dias: 20%;
  • Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • Aplicações acima de 720 dias: 15%.

Registro e fiscalização do Clube de Investimento
A BOVESPA é quem registra o clube e o fiscaliza, em conjunto com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão do governo que regulamenta todo o mercado de ações. Para operacionalizar um clube é necessário procurar uma corretora.

Caberá a ela cuidar da parte burocrática do investimento, como manter um cadastro de participantes, receber e conciliar os aportes de dinheiro ou custodiar os ativos. Quando o grupo decidir em que papel investir, será a administradora que irá concretizar o negócio.

No site especial sobre Clubes de Investimento, mantido pela Bovespa, você encontra um vasto material sobre o assunto. Palestra virtual, rentabilidade dos clubes de investimentos, regulamentação, modelo de estatuto e a lista de corretoras que administram clubes são algumas das ótimas páginas encontradas por lá. Aprenda mais também nos links abaixo:

O surgimento dos clubes de investimentos contribui muito para a popularização dos investimentos em ações, o que é ótimo. Participar mais da tomada de decisões, um grande benefício dos clubes, pode elevar o seu comprometimento e responsabilidade com o dinheiro, além de colaborar imensamente com o seu aprendizado. Clubes de Investimento são uma ótima idéia.

Você conhece o Dinheirama ?

 

Finanças Pessoais do dia-a-dia

Hoje vamos atender um pedido já realizado por diversos leitores: explicar e discutir o chamado Mercado de Derivativos. Trata-se de um assunto bastante abrangente, que, em um primeiro momento, pode parecer complicado. Assim, hoje vamos nos concentrar apenas em passar alguns conceitos básicos sobre o assunto.

Definindo o Mercado de Derivativos
Derivativo é um contrato definido entre duas partes no qual se definem pagamentos futuros baseados no comportamento dos preços de um ativo de mercado. O mercado de derivativos abrange um amplo leque de operações que estão sempre inseridas nos mercados a termo, de futuros, de opções ou de swap.

Em qualquer um deles, o investidor poderá negociar tanto commodities quanto ativos financeiros, como taxas de juro, índices de mercado etc. É comum vermos investidores à procura de operações com derivativos para especular e para buscar proteção. Esta segunda atitude caracteriza o investidor como um hedger.

Hedgers
Para eles, o mercado de derivativos oferece proteção e pouco risco. Funciona como uma espécie de apólice de seguro, em que o comprador paga um prêmio para limitar suas perdas. Se o investidor não precisar utilizar sua “apólice” de seguro, perderá apenas o prêmio pago para a contração do “serviço”. Acontecendo algum incidente, estará ele protegido.

Na prática, a forma de limitar as perdas significa travar um preço para o ativo. Assim, seja qual for o andamento dos preços dos ativos no mercado à vista, o investidor tem a garantia de determinando preço para esse mesmo ativos em certa data futura.

Se cair e ele tiver garantido um bom preço de venda, ganha dinheiro. Se subir e ele tiver garantido um baixo preço de compra, ele compra e vende. Se nada disso acontecer, suas opções “viram pó” e ele perde a oportunidade. No Brasil, o mercado de futuros é gerenciado e acontece através da BM&F - Bolsa de Mercadorias & Futuros.

Glossário simplificado
Concordo que a própria palavra derivativos pode causar estranheza. Esse mercado possui um linguajar específico, por vezes complicado. Vejamos o básico:

- Opção: é um direito de comprar ou vender um montante de um determinado ativo a um preço pré-estabelecido dentro de um certo intervalo de tempo. Pode ser comparado a um seguro, pelo qual o agente paga um prêmio e tem o direito, e não a obrigação, de exercê-lo. Leia mais;

- Put: termo em inglês que equivale a uma opção de venda. Ou seja, quem compra uma put tem o direito de vender um certo ativo por um preço pré-determinado;

- Call: expressão análoga à put, porém que corresponde à uma opção de compra;

- Opções americanas: diferentemente do que se pode imaginar em um primeiro momento, o termo não tem qualquer referência à geografia, mas refere-se às opções que podem ser exercidas em qualquer momento, ou seja, desde sua data de aquisição até sua data de vencimento. Leia mais;

- Opções européias: contrastam-se às opções americanas, podendo ser exercidas somente na data do vencimento;

- Prêmio da opção: valor a ser pago pelo investidor para adquirir uma opção. As variáveis que influenciam a determinação do prêmio são: preço e volatilidade do ativo objeto, tempo até o vencimento, taxa de juros e preço de exercício. Leia mais;

- Black & Scholes: modelo matemático, desenvolvido pelos economistas Fisher Black e Myron Scholes, mais difundido para a determinação do valor justo do prêmio de uma opção. O modelo funciona para opções de compra ou venda do tipo europeu. No caso de opções do tipo americanas, somente para aquelas sobre ações sem dividendos;

- Ativo objeto (ou base): designa o ativo primário dos derivativos. As opções, por exemplo, podem ser referenciadas em: ações, índices, moedas, contratos futuros, entre outros;

- Preço de Exercício: valor pelo qual a opção pode ser exercida. Ou seja, o titular de uma opção poderá comprar ou vender ativo base por um determinado preço de exercício;

- Virar pó: quando uma opção não é exercida, o investidor perde o valor total pago como prêmio. Diz-se, então, que a opção “virou pó”;

- Opção at the money: é uma opção que apresenta preço de exercício igual ao preço do ativo objeto no mercado à vista;

- Opção in the money: supondo uma opção de compra, é aquela em que o preço do ativo base no mercado à vista é superior ao preço de exercício, ou seja, caso exercida, o investidor apresentará lucro. Se for uma opção de venda, é aquela cujo preço de exercício está acima do preço do ativo objeto no mercado à vista;

- Opção out of the money: contrapõe-se à opção in the money. Em caso de ser uma opção de compra, o preço de exercício acima do preço do ativo no mercado à vista. Sendo uma opção de venda, o preço do ativo no mercado à vista é superior ao preço de exercício;

- Valor intrínseco: diferença entre o valor do ativo no mercado à vista e o preço de exercício;

-Combinação de opções: operação em que um mesmo investidor compra ou vende duas ou mais opções sobre o mesmo ativo objeto, mas com preços de exercício e/ou datas de vencimento distintas. São exemplos as travas - em que se aposta na alta ou na baixa do mercado - e o butterfly spread - em que o agente ganha se o preço do ativo objeto não apresentar grande volatilidade.

- Cap: esta expressão de língua inglesa representa a fixação por parte do investidor de um patamar máximo para a flutuação de suas aplicações;

- Floor: estratégia equivalente ao cap, porém o agente estabelece um nível mínimo para a rentabilidade de seus papéis;

- Collar: representa a construção simultânea de um cap e de um floor. O intervalo entre eles é o collar.

- Swaps: são operações de troca de fluxo de caixa. Um investidor é remunerado por uma determinada aplicação e oferece outro ativo como forma de rentabilidade. Leia mais;

- Hedge: termo que vem do inglês e que significa salvaguarda. Também denomina administração do risco. Por exemplo, o ato de tomar uma posição em outro mercado (futuros, por exemplo) oposta à posição no mercado à vista, para minimizar o risco de perdas financeiras em uma alteração de preços adversa. Leia mais;

- Contratos futuros: trata-se de um compromisso de comprar ou vender determinado ativo numa data específica do futuro, por um preço previamente estabelecido. Leia mais.

Fundos e alavancagem
Alavancar é investir, em operações de risco, mais do que o patrimônio líquido do fundo. Isso só é possível usando os derivativos. São negociados contratos futuros e operações sem que haja cobertura financeira total, apostando em um movimento certeiro nas datas de vencimento.

Sim, é perigoso e pode ser arriscado. Se as operações de um fundo bastante alavancado forem malsucedidas, as perdas podem causar estragos consideráveis, inclusive superando o patrimônio do fundo. Lembre-se de consultar o prospecto de seu fundo e procurar por detalhes neste sentido*.

Por hoje chega. Agora que sabemos o básico, podemos avançar com calma. Mais à frente, vamos abordar de maneira enfática cada item de relevância do artigo. Aproveite bem seu final de semana.

Fontes importantes utilizadas para compor este resumo: jornal Valor Econômico, Infomoney e UOL Finanças.

*De acordo com a atual legislação brasileira sobre fundos de investimentos (FIF), para um fundo fazer alavancagem ele tem que se enquadrar na categoria “genérico”. Mas não são todos os genéricos que podem alavancar o patrimônio. Além disso, há a classificação da Associação dos Bancos de Investimentos (Anbid).

Você conhece o Dinheirama ?