Lucra e Investe
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Grau de investimento veio mais cedo? Ótimo!A agência de classificação de risco Standard & Poor´s anunciou, na quarta-feira passada (30), a elevação do rating do Brasil a grau de investimento. A boa notícia surpreendeu por ter sido reportada e comentada em véspera de feriado nacional, antes do que esperava o mercado. Era senso comum de que a estabilidade da economia brasileira e o bom desempenho alcançado mesmo durante a grave crise econômica dos Estados Unidos trariam em breve a conquista do grau de investimento.

Entretanto, nem mesmo o economista mais otimista supunha que ele chegaria antes do terceiro trimestre deste ano. O grau de investimento é uma classificação dada pelas agências de risco a títulos de empresas e países com baixo risco de calote. No caso do Brasil, a Standard & Poor’s foi a primeira agência a classificar o país desta forma. Ela avaliou critérios macroeconômicos e concedeu notas que colocaram o País nesta posição.

Na prática, pensando nos investimentos , o grau de investimento funciona como uma permissão para que instituições e investidores estrangeiros apliquem seus recursos em papéis da dívida brasileira, o que deve atrair ainda mais recursos de fora. Assim, o real deve se apreciar ainda mais frente ao dólar; e as ações de empresas, principalmente de bancos, serão melhor avaliadas pelos investidores e devem subir no curto prazo.

O banco UBS divulgou relatório em que concorda com a avaliação de que a promoção do Brasil ao grau de investimento poderá ajudar no controle das contas externas e da inflação. O banco prevê que a entrada de investimentos externos vai valorizar ainda mais o real, barateando as importações e desestimulando a inflação. Como há entrada de dinheiro, esse movimento compensa a perda de exportações (por causa do real valorizado) e atenua a preocupação com os recentes déficits em conta corrente do país.

Do ponto de vista da economia real, além da possibilidade desta classificação trazer mais investimentos (diretos) para o Brasil, melhorando mais as condições macroeconômicas, as empresas conseguirão captar recursos com taxas mais baixas e assim tendem a ter lucros maiores.

Para os pequenos investidores, maiores chances
Quando um páis recebe o grau de investimento, as empresas (como mencionamos acima) conseguem capitalizar-se de uma maneira mais “barata”. O acesso ao crédito se dá com melhores taxas e boas oportunidades[bb] surgem para todos, em uma cadeia positiva. Repare nos itens abaixo:

IPOs em massa? É bem provável, por exemplo, que algumas empresas que aguardavam para se lançarem no mercado de ações atravé do conhecido IPO – Oferta Inicial de Ações – antecipem os planos e tentem aproveitar os bons ventos que sopram com a concessão do grau de investimento.

Bolsa diante de novos recordes? A elevação do rating da dívida brasileira em moeda estrangeira – passando de “BB+” para “BBB-” com perspectiva estável – promoveu o recorde histórico de pontos do Ibovespa e a maior alta percentual do índice desde 17 de outubro de 2002, ajudando a selar a bolsa como melhor investimento do mês.

O patamar recorde atingido pelo benchmark no último dia do mês, 67.868 pontos, simboliza a recuperação da bolsa brasileira, que vem de expressivas perdas em março. Prova disso é que entre os 21 pregões de abril, apenas 7 marcaram recuo no índice Ibovespa.

Aquilo que sempre defendemos por aqui ganha força extra: os investimentos em ações por parte dos pequenos investidores, pensando sempre no médio ou longo prazo, podem apresentar ótimas rentabilidades.

Tudo acontece agora, mas e o longo prazo?
O grau de investimento também pode estimular o governo a emitir títulos de longo prazo para o mercado doméstico, a fim de melhorar o perfil da dívida interna, concordam analistas. Em um relatório, emitido na quinta-feira, o Credit Suisse disse que a procura dos investidores estrangeiros por papéis em real permitirá que o governo prolongue a duração média da dívida.

Nesse cenário, o governo poderá substituir os títulos pós-fixados (LFTs) por papéis vinculados à variação da inflação (NTN-B) ou pré-fixados (NTNF), segundo Daniel Tenengauzer, diretor de estratégia cambial global do Merrill Lynch, em Nova York.

“Os papéis flutuantes não são mau negócio para ter em termos de carteira de risco, mas uma coisa a respeito do Brasil é que a participação dos LFTs é grande demais. É uma ótima oportunidade, mas se o Tesouro vai aproveitá-la para fazer algo é outra questão”

Cautela nas expectativas
Alguns ótimos articulistas de economia, como Vinícius Torres Freire (Folha), alertam também para o fato de que outros países, como Rússia e Argentina, já estiveram em posição semelhante e acabaram por instaurar calotes e jogar longe as boas perspectivas trazidas pelo dinheiro estrangeiro. Além disso, também alertam para a recente crise moral das agências de risco, que deram ótimas notas ao mercado imobiliáro americano (entrou em colapso). Um pouco de cautela é sempre importante.

Admito que hoje exagerei um pouco no “economês”. Desculpe, mas quando um evento como esse acontece a explicação e os prováveis desdobramentos passam por uma explicação mais técnica.

Voce conhece o Dinheirama ?

 

Clubes de Investimento são uma boa?

Categorias : , , , . Postado por Gustavo

Procurar ótimas oportunidades de investimento faz parte (ou deveria fazer) da vida de quem busca o sucesso financeiro . O LucraeInvest, buscando sempre mostrar as alternativas existentes no mercado, abordará hoje um dos melhores caminhos para quem pensa em iniciar seus investimentos no mercado de ações: os Clubes de Investimento, a nova sensação do momento na Bovespa.

 O que é um Clube de Investimento?
É um grupo de pessoas, com algum tipo de afinidade, criado com um objetivo específico: investir no mercado de ações . Muitos definem um clube assim como uma escola de investidores, tendo como diferencial a possibilidade do cotista participar ativamente da política de investimentos, decidindo quanto e em qual ação investir.

Como tudo começou?
O primeiro clube de investimentos surgiu nos EUA há mais de 100 anos. Por lá, existem hoje mais de 60 mil clubes, totalizando mais de um milhão de cotistas, segundo dados da Proshare, uma organização do Reino Unido que se dedica a estudar e estimular essa atividade.

A situação no Brasil
A Bovespa listou 102 novos clubes de investimento em março, número recorde num único mês, o que eleva para 2.372 a quantidade de clubes criados desde o início do programa de popularização, em setembro de 2002. Outro destaque é o volume financeiro de operações de empréstimo de ações, que superou a marca de R$ 30 bilhões.

Em 2008, já são 265 novos registros. O patrimônio líquido totalizou R$ 14,94 bilhões e o número de cotistas, 154.625, segundo os últimos dados disponíveis.

Vantagens de um Clube de Investimentos
As principais vantagens de um clube de investimentos em relação a um fundo de investimentos em ações são:

  • A maior influência dos membros na gestão da carteira;
  • Maior flexibilidade em ajustar a carteira ao perfil do grupo de investidores;
  • Taxa de administração mais baixa;
  • Estrutura de gestão mais enxuta que a de um fundo;
  • Custos menores: em um clube não existem encargos com auditorias, fiscalização da CVM, as correspondências aos cotistas são em menor número e menos detalhadas.

Comparativo entre os investimentos em ações

Tributação de clubes de investimento
De acordo com a Bovespa, os rendimentos obtidos no resgate de cotas de clubes de investimento, cujas carteiras sejam constituídas, no mínimo, por 67% de ações negociadas no mercado à vista de bolsas ou entidades assemelhadas, são tributados à alíquota de 15%.

A responsabilidade pelo recolhimento do imposto, que acontece no terceiro dia útil da semana subseqüente ao resgate, é do administrador do clube.

Caso a carteira do Clube de Investimento (que deve, como regra geral, ter ao menos 51% dos recursos investidos em ações) não atinja o percentual mínimo de 67% em ações negociadas no mercado à vista, aplica-se tributação idêntica à da renda fixa: semestralmente com vencimento da carência, à alíquota de 15%, e, se necessário, variando de 15% a 22,5% no resgate, de acordo com o tempo da aplicação:

  • Aplicações até 180 dias: 22,5%;
  • Aplicações de 181 a 360 dias: 20%;
  • Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • Aplicações acima de 720 dias: 15%.

Registro e fiscalização do Clube de Investimento
A BOVESPA é quem registra o clube e o fiscaliza, em conjunto com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão do governo que regulamenta todo o mercado de ações. Para operacionalizar um clube é necessário procurar uma corretora.

Caberá a ela cuidar da parte burocrática do investimento, como manter um cadastro de participantes, receber e conciliar os aportes de dinheiro ou custodiar os ativos. Quando o grupo decidir em que papel investir, será a administradora que irá concretizar o negócio.

No site especial sobre Clubes de Investimento, mantido pela Bovespa, você encontra um vasto material sobre o assunto. Palestra virtual, rentabilidade dos clubes de investimentos, regulamentação, modelo de estatuto e a lista de corretoras que administram clubes são algumas das ótimas páginas encontradas por lá. Aprenda mais também nos links abaixo:

O surgimento dos clubes de investimentos contribui muito para a popularização dos investimentos em ações, o que é ótimo. Participar mais da tomada de decisões, um grande benefício dos clubes, pode elevar o seu comprometimento e responsabilidade com o dinheiro, além de colaborar imensamente com o seu aprendizado. Clubes de Investimento são uma ótima idéia.

Você conhece o Dinheirama ?

 

Poucos conselhos que eu gostaria de ter escutado há alguns anos atrás, quando decidi entrar nesse fabuloso mundo do mercado financeiro. Pode parecer um pouco banal, porém todos passamos pelos primeiros passos.

01 - Estude. E estude sempre! Se na sua cidade não existe a possibilidade de fazer um curso, faça um pela internet, leia, forme um clube de discussão, entre na net, mas estude sempre!

02 - Operar em qualquer mercado se faz com o cérebro, não com o bolso ou a ganância. Portanto alimente o seu cérebro: Poesia, música, pintura, cinema, literatura, história, boteco, amores… tudo isso torna suas escolhas ricas e ajuda a refletir e avaliar se está fazendo o que deseja.

03 - Administrar o seu trabalho é tão importante quanto a estratégia de investimento em si, mas nenhuma escola ensina isso. Aprenda a gerenciar e a controlar suas operações e você terá uma grande economia com aspirinas no futuro.

04 - Existem dois caminhos: Você pode se tornar um especialista (em apenas um mercado, ou um conjunto de ações ou pares) ou ser uma espécie de “clínico geral” e fazer um pouquinho de tudo, há grande fundos hedge no mundo de rendem milhões baseados nesse tipo de operações. Os dois caminhos são válidos e tem vantagens e desvantagens. Como definir a melhor opção? Aprenda a escutar você mesmo.

05 - Se você pretende evoluir profissionalmente é preciso estar antenado ao mercado e na sua evolução, existem muitas estratégias e ferramentas novas surgindo sempre.

06 - Monte um registro de operações. Analise graficamente, aprenda a utilizar ferramentas matemáticas básicas, como juros, percentuais, cálculo de drawdown, etc. Aprenda a analisar cada um desses números e avaliar se em média suas técnicas está sendo produtivos ou estão lhe furando o bolso.

07 - Crie um bom networking de relacionamento: Escrever corretamente, falar corretamente, se vestir de acordo com a ocasião e sorrir não vão causar nenhum tipo de prejuízo a você.

08 - Outro operador não é seu inimigo. Muito pelo contrário. Agindo de forma ética e incentivando outros traders a trabalharem do mesmo modo, todos saem ganhando.

09 - As vezes as coisas dão errado. Tenha a humildade de avaliar onde VOCÊ errou. É bem melhor que ficar amaldiçoando o ativo, ele não tem culpa dos seus erros.

Você conhece o Investimetria ?

 

Finanças Pessoais do dia-a-dia

Hoje vamos atender um pedido já realizado por diversos leitores: explicar e discutir o chamado Mercado de Derivativos. Trata-se de um assunto bastante abrangente, que, em um primeiro momento, pode parecer complicado. Assim, hoje vamos nos concentrar apenas em passar alguns conceitos básicos sobre o assunto.

Definindo o Mercado de Derivativos
Derivativo é um contrato definido entre duas partes no qual se definem pagamentos futuros baseados no comportamento dos preços de um ativo de mercado. O mercado de derivativos abrange um amplo leque de operações que estão sempre inseridas nos mercados a termo, de futuros, de opções ou de swap.

Em qualquer um deles, o investidor poderá negociar tanto commodities quanto ativos financeiros, como taxas de juro, índices de mercado etc. É comum vermos investidores à procura de operações com derivativos para especular e para buscar proteção. Esta segunda atitude caracteriza o investidor como um hedger.

Hedgers
Para eles, o mercado de derivativos oferece proteção e pouco risco. Funciona como uma espécie de apólice de seguro, em que o comprador paga um prêmio para limitar suas perdas. Se o investidor não precisar utilizar sua “apólice” de seguro, perderá apenas o prêmio pago para a contração do “serviço”. Acontecendo algum incidente, estará ele protegido.

Na prática, a forma de limitar as perdas significa travar um preço para o ativo. Assim, seja qual for o andamento dos preços dos ativos no mercado à vista, o investidor tem a garantia de determinando preço para esse mesmo ativos em certa data futura.

Se cair e ele tiver garantido um bom preço de venda, ganha dinheiro. Se subir e ele tiver garantido um baixo preço de compra, ele compra e vende. Se nada disso acontecer, suas opções “viram pó” e ele perde a oportunidade. No Brasil, o mercado de futuros é gerenciado e acontece através da BM&F - Bolsa de Mercadorias & Futuros.

Glossário simplificado
Concordo que a própria palavra derivativos pode causar estranheza. Esse mercado possui um linguajar específico, por vezes complicado. Vejamos o básico:

- Opção: é um direito de comprar ou vender um montante de um determinado ativo a um preço pré-estabelecido dentro de um certo intervalo de tempo. Pode ser comparado a um seguro, pelo qual o agente paga um prêmio e tem o direito, e não a obrigação, de exercê-lo. Leia mais;

- Put: termo em inglês que equivale a uma opção de venda. Ou seja, quem compra uma put tem o direito de vender um certo ativo por um preço pré-determinado;

- Call: expressão análoga à put, porém que corresponde à uma opção de compra;

- Opções americanas: diferentemente do que se pode imaginar em um primeiro momento, o termo não tem qualquer referência à geografia, mas refere-se às opções que podem ser exercidas em qualquer momento, ou seja, desde sua data de aquisição até sua data de vencimento. Leia mais;

- Opções européias: contrastam-se às opções americanas, podendo ser exercidas somente na data do vencimento;

- Prêmio da opção: valor a ser pago pelo investidor para adquirir uma opção. As variáveis que influenciam a determinação do prêmio são: preço e volatilidade do ativo objeto, tempo até o vencimento, taxa de juros e preço de exercício. Leia mais;

- Black & Scholes: modelo matemático, desenvolvido pelos economistas Fisher Black e Myron Scholes, mais difundido para a determinação do valor justo do prêmio de uma opção. O modelo funciona para opções de compra ou venda do tipo europeu. No caso de opções do tipo americanas, somente para aquelas sobre ações sem dividendos;

- Ativo objeto (ou base): designa o ativo primário dos derivativos. As opções, por exemplo, podem ser referenciadas em: ações, índices, moedas, contratos futuros, entre outros;

- Preço de Exercício: valor pelo qual a opção pode ser exercida. Ou seja, o titular de uma opção poderá comprar ou vender ativo base por um determinado preço de exercício;

- Virar pó: quando uma opção não é exercida, o investidor perde o valor total pago como prêmio. Diz-se, então, que a opção “virou pó”;

- Opção at the money: é uma opção que apresenta preço de exercício igual ao preço do ativo objeto no mercado à vista;

- Opção in the money: supondo uma opção de compra, é aquela em que o preço do ativo base no mercado à vista é superior ao preço de exercício, ou seja, caso exercida, o investidor apresentará lucro. Se for uma opção de venda, é aquela cujo preço de exercício está acima do preço do ativo objeto no mercado à vista;

- Opção out of the money: contrapõe-se à opção in the money. Em caso de ser uma opção de compra, o preço de exercício acima do preço do ativo no mercado à vista. Sendo uma opção de venda, o preço do ativo no mercado à vista é superior ao preço de exercício;

- Valor intrínseco: diferença entre o valor do ativo no mercado à vista e o preço de exercício;

-Combinação de opções: operação em que um mesmo investidor compra ou vende duas ou mais opções sobre o mesmo ativo objeto, mas com preços de exercício e/ou datas de vencimento distintas. São exemplos as travas - em que se aposta na alta ou na baixa do mercado - e o butterfly spread - em que o agente ganha se o preço do ativo objeto não apresentar grande volatilidade.

- Cap: esta expressão de língua inglesa representa a fixação por parte do investidor de um patamar máximo para a flutuação de suas aplicações;

- Floor: estratégia equivalente ao cap, porém o agente estabelece um nível mínimo para a rentabilidade de seus papéis;

- Collar: representa a construção simultânea de um cap e de um floor. O intervalo entre eles é o collar.

- Swaps: são operações de troca de fluxo de caixa. Um investidor é remunerado por uma determinada aplicação e oferece outro ativo como forma de rentabilidade. Leia mais;

- Hedge: termo que vem do inglês e que significa salvaguarda. Também denomina administração do risco. Por exemplo, o ato de tomar uma posição em outro mercado (futuros, por exemplo) oposta à posição no mercado à vista, para minimizar o risco de perdas financeiras em uma alteração de preços adversa. Leia mais;

- Contratos futuros: trata-se de um compromisso de comprar ou vender determinado ativo numa data específica do futuro, por um preço previamente estabelecido. Leia mais.

Fundos e alavancagem
Alavancar é investir, em operações de risco, mais do que o patrimônio líquido do fundo. Isso só é possível usando os derivativos. São negociados contratos futuros e operações sem que haja cobertura financeira total, apostando em um movimento certeiro nas datas de vencimento.

Sim, é perigoso e pode ser arriscado. Se as operações de um fundo bastante alavancado forem malsucedidas, as perdas podem causar estragos consideráveis, inclusive superando o patrimônio do fundo. Lembre-se de consultar o prospecto de seu fundo e procurar por detalhes neste sentido*.

Por hoje chega. Agora que sabemos o básico, podemos avançar com calma. Mais à frente, vamos abordar de maneira enfática cada item de relevância do artigo. Aproveite bem seu final de semana.

Fontes importantes utilizadas para compor este resumo: jornal Valor Econômico, Infomoney e UOL Finanças.

*De acordo com a atual legislação brasileira sobre fundos de investimentos (FIF), para um fundo fazer alavancagem ele tem que se enquadrar na categoria “genérico”. Mas não são todos os genéricos que podem alavancar o patrimônio. Além disso, há a classificação da Associação dos Bancos de Investimentos (Anbid).

Você conhece o Dinheirama ?

 

Amostragens de Ações

Categorias : . Postado por Gustavo


Dadas as limitações de tempo e de informações a serem levantadas, freqüentemente testamos as estratégias por meio de amostragens. Como o universo que está sendo pesquisado contém milhares de ações, os pesquisadores freqüentemente optam pelo uso de uma amostra representativa deste universo.

Quando esta escolha é aleatória, isto causa danos limitados aos resultados do estudo. No entanto, se a amostra for viesada, os resultados não refletirão a realidade do universo pesquisado. Os vieses podem se infiltrar na pesquisa de formas sutis. Exemplo: suponha que decidamos pesquisar se as ações que apresentam preços baixos são bons investimentos e que , para isto, testemos essa hipótese calculando os retornos ao longo do último ano, das ações que apresentam preços baixos hoje.

Quase que certamente concluiremos que essa carteira apresenta um mau desempenho, mas não porque a hipótese subjacente seja falsa. As ações cujos preços caíram ao longo do último ano possuem maior probabilidade de apresentarem baixos preços hoje do que ações cujos preços subiram. Ao partirmos dos preços das ações hoje, criamos uma amostra viesada em direção às ações de mau desempenho. Este viés poderia ter sido facilmente evitado se tivéssemos partido dos preços das ações no início do período pesquisado (em vez de no final).

Via: Investimetria

 

O Índice P/L e as Ações da Bovespa

Categorias : , . Postado por Gustavo


Recebe-se pelo que se paga. Os fundamentalistas acham que essa máxima se aplica à avaliação de ações. Argumentam que as ações de uma empresa valem apenas o que proporcionam ao detentor, sob forma de dividendos e de aumento de preços. Para determinar esse valor, tentam fazer estimativas razoáveis do dinheiro a ser gerado pela empresa durante sua vida, e então descontam esse fluxo de pagamento para o presente.

E como essa estimativa é realizada ?

Os investidores em valor (value investors) tendem a utilizar o fluxo de lucros da empresa como substituto razoável do fluxo de dividendos, pois, prossegue o raciocínio, os lucros são ou acabarão sendo distribuídos como dividendos.

Se os lucros forem bons e suas perspectivas forem de melhorar ainda mais, se a a economia estiver crescendo e as taxas de juros forem baixas, a alta rentabilidade justifica o alto preço. Caso contrário, não. Assim, temos uma atalho para determinar o preço razoável da ação que evita estimativas e cálculos complexos: o chamado índice P/L da empresa. É apurado dividindo-se o preço P da ação pelo lucro da empresa, L (geralmente no ano anterior). Os analistas de ações discutem inúmeros índices, mas o P/L, às vezes chamado múltiplo, é o mais comum.

Encontra-se o preço da ação, P, nos jornais ou na Internet, e o lucro por ação, L, é o resultado da divisão do lucro total da empresa no ano anterior pelo número de ações em circulação. (Infelizmente, o lucro nem de longe é algo tão objetivo quanto em geral se supõe. Todos os tipos de meneios, equívocos e mentiras deslavadas tornam esse conceito um tanto flexível.)

Assim sendo, como utilizar essas informações ? Uma maneira muito comum de se interpretar o índice P/L é como um indicador de expectativas dos investidores quanto aos lucros no futuro. Um P/L alto indica expectativas otimistas em relação à rentabilidade nos próximos anos.

Evidentemente, o índice P/L em si não prova nada. Um P/L alto não indica necessariamente que a ação esteja superavaliada e que seja candidata à venda, nem um P/L baixo sugere que a ação esteja subavaliada, e que seja candidata à compra. Mas não vou me estender muito, e explorarei esse assunto mais profundamente em um outro momento.

Via: Investimetria

 

Carnaval, investimentos e a economia

Categorias : . Postado por Gustavo


Os brasileiros têm no carnaval uma válvula de escape. São pelo menos quatro dias de paz, onde esquecemos dos problemas, sejam eles financeiros, físicos ou profissionais. A alegria e a diversão tomam conta do país e os números só se fazem presentes na hora da apuração das notas do desfile das escolas de samba.

Até ai, nenhuma novidade! A diversão é fundamental e fugir um pouco dessa rotina massante do dia-a-dia pode ser muito útil. O grande problema é achar que no Brasil, assim como muitas vezes fazemos com as finanças da família[bb], o carnaval é o ano todo. O resto do mundo não vai parar e por isso quem cuida e zela do bem estar financeiro não pode descuidar. Tempo perdido não é pago por dinheiro nenhum do mundo.

Taxa Selic
O tom cauteloso da ata do Copom, de olho nos riscos inflacionários, atraiu os olhares dos analistas. Eles acreditam que o conteúdo do relatório, divulgado nesta quinta-feira (31), sinaliza que a Selic pode subir caso haja necessidade. Alguns analistas já começam a levar essa perspectiva de maneira mais concreta. Profissionais da corretora Arkhe ressaltaram a possibilidade do Banco Central elevar os juros, considerando que o Copom se utiliza da política monetária para estabilizar os preços, e fazem uma recomendação:

“Caso a inflação mostre resistências no primeiro semestre, seria mais prudente elevar os juros e conter as expectativas do mercado para inflação em 2009 com mais eficiência”

A verdade é que ainda é cedo para saber o que o BC irá fazer, mas a sinalização de alta inflacionária nos primeiros meses do ano já preocupa. Para os analistas da corretora Schahin, que manteve suas projeções em 11,25%, uma elevação da Selic ainda não é o movimento mais provável, mas é preciso reconhecer que com os seguidos indícios de avanço da inflação, o risco de aperto monetário se elevou.

Janeiro não deixará saudades
Janeiro de 2008 foi 5º janeiro de pior rentabilidade para o Ibovespa, que depois de passar meses na liderança do ranking de investimentos, despencou para o último lugar do mês, com 6,88% de prejuízo. A Bolsa paulista[bb] foi desbancada pelo ouro, considerado um porto seguro em momentos de maior turbulência no mercado financeiro, como o atual. O metal, cujo ganho ficou em 7,02%, foi o único que rendeu acima da inflação, de 1,09% no mês.

Os fundos de renda fixa tiveram rentabilidade de 0,87%. Em seguida aparecem os fundos DI, considerados superconservadores, com ganho de 0,71%. A tradicional caderneta de poupança ficou em 5º lugar, com ganho de 0,60%.

Mudanças na poupança
O governo acaba de alterar a forma de correção da caderneta. A mudança é positiva para o poupador. Como todos sabem, a poupança tem uma variação positiva de 0,5% + TR. Em alguns momentos, a TR apresentava variação negativa, forçando a poupança à uma correção abaixo do 0,5%.

Agora, quando o cálculo da TR for negativo, para fins de correção de caderneta de poupança, o valor usado será de 0%, não sendo então a correção menor do que os 0,5%. Isso significa que, por exemplo, em meses como fevereiro (mês com poucos dias) a poupança renderá, pelo menos, 0,5%.

Perspectivas
A remuneração dos investimentos não deve mudar muito nos próximos meses. Afinal, a expectativa é de que a turbulência no mercado financeiro[bb] continue por mais algum tempo. Os analistas, no entanto, não sabem dizer até quando. Alguns acreditam que dure todo o primeiro semestre, outros apostam que perdure até março.

De alguma forma, todos concordam que o mês de fevereiro será marcado por grande volatilidade nos mercados. É importante virar o mês com os olhos bem abertos aos índices da economia norte-americana e aos resultados financeiros e contábeis das grandes corporações, que podem sinalizar um desaquecimento um pouco mais forte ou a já tão temida recessão.

Commodities e a balança comercial
Interessante notar que esses dias de turbulência não foram suficientes para elevar o preço do dólar, que caiu e ficou em penúltimo lugar no ranking de investimentos, com perdas de 0,9%. É verdade que a moeda americana está se desvalorizando em boa parte do mundo.

De certa forma, temos um indicativo de que a fuga de capital não foi tão forte como já foi em momentos de crise observados no passado, além de dar certo alivio inflacionário. Essa questão do dólar é importante, principalmente levando em consideração que boa parte de nosso crescimento se deu pelos ótimos resultados da balança comercial nos últimos anos.

As exportações brasileiras decolaram a partir de 2003. O presidente Lula gosta de atribuir esse resultado à sua diplomacia e suas frequentes viagens. Se fosse verdade, entretanto, seria preciso admitir que todos os governantes tiveram a mesma idéia, pois todos os países emergentes expandiram suas vendas externas nos últimos cinco anos. E muitos até mais depressa que o Brasil.

Como os demais, o Brasil pegou a onda de um espetacular crescimento da economia global. Todo país que tinha alguma coisa para vender encontrou compradores. E o Brasil, com muito mérito, tem muitos produtos para oferecer (de carnes a aviões). Essa grande procura internacional imediatamente se refletiu na alta do preço das commodities, minérios e petróleo, o que de quebra sustentou o crescimento acelerado de nossos duas maiores empresas: Vale e Petrobras.

Crise? Onde? Como?
Dois países, dois gigantes, puxaram essa onda. São eles os Estados Unidos, o chamado shopping center do mundo e a China, a grande fábrica mundial. Alguns analistas acrescentam a Índia, o call center. Essa combinação favoreceu os emergentes em geral, que encontraram mercado para produtos de consumo, matérias-primas para movimentar as fábricas e alimentos para as milhões de pessoas que foram se incorporando ao mercado.

O próprio crescimento acelerado dos emergentes, China à frente, diminuiu o peso relativo da economia norte-americana na escala mundial. Mas os EUA continuam sendo o centro do grupo, representando algo como 25% do PIB mundial.

A crise do mercado de imóveis pode contaminar toda a economia, impactando diretamente no comércio mundial. Baixa procura e alta oferta significam diminuição de preços das commodities, o que para nós seria péssimo, afetando o saldo de nossa balança comercial e comprometendo boa parte da política econômica.

Aproveitem bastante o carnaval e utilizem o tempo livre para aprimorar o conhecimentos e curtir aqueles que amamos, nossos principais incentivos para crescermos e amadurecermos cada vez mais. Até a próxima.

Esse artigo foi escrito tendo como fontes o jornal Folha de S. Paulo e o portal Infomoney.

Via: Dinheirama